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06 - NR10 - Segurança em Instalações Eletricas Desenergizadas

11 / Set - - Categoria: NR 10 Comentada


10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência abaixo:

Comentário
É importante destacar a diferença de entendimento entre desligado e desenergizado, conforme consta do glossário desta Norma. A desenergização é um conjunto de ações coordenadas entre si, seqüenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.

a) seccionamento;

Comentário
É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado de acordo com o nível de tensão em questão, entre um e outro circuito ou dispositivo, obtida mediante o acionamento de elemento apropriado (chave seccionadora; interruptor; disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.

b) impedimento de reenergização;

Comentário
É o estabelecimento de condições que impeçam, garantidamente, a reversão indesejada do seccionamento efetuado, visando assegurar ao trabalhador o controle sobre aquele seccionamento. Na prática consta da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou da utilização de sistemas informatizados equivalentes.

c) constatação da ausência de tensão;

Comentário
É a verificação da efetiva ausência de qualquer tensão nos condutores do circuito. A verificação deve ser feita com medidores testados, podendo ser realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos específicos.

d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;

Comentário
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado à terra e ao neutro do sistema, quando houver , e às demais partes condutoras estruturais acessíveis. Na seqüência, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados, obtendo-se assim uma equalização de potencial entre todas as partes condutoras no ponto de trabalho. Observe-se que este procedimento está sendo realizado em uma instalação apenas desligada o que pressupõe os cuidados relativos à possibilidade de ocorrência de arcos. É importante controlar a quantidade de aterramentos temporários implantados de forma a garantir a retirada de todas as unidades antes da reenergização.

e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I);

Comentário
Todos os elementos energizados, situados na zona controlada, para que não possam ser acidentalmente tocados, deverão receber isolação conveniente (mantas, calhas, capuz de material isolante, etc).

f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

Comentário
Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável. Os cartões, avisos ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação da condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do sistema.

10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo:

Comentário
Somente após a conclusão dos serviços e verificação de quaisquer anormalidades, o trabalhador providenciará a retirada de ferramentas, equipamentos e utensílios e por fim do dispositivo individual de travamento e etiqueta correspondente. O responsável pelos serviços, após inspeção geral e certificação da retirada de todos os travamentos, cartões e bloqueios, remoção dos conjuntos de aterramento, adotará os procedimentos de liberação das instalações para operação.

a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;

Comentário
Consiste na remoção de ferramental e utensílios para fora da zona controlada, para permitir a liberação das instalações.

b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;

Comentário
É o afastamento dos trabalhadores, que dessa fase em diante não podem mais intervir nas instalações nem permanecer na zona controlada.

c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;

Comentário
Consiste na retirada dos materiais usados para proteção de partes energizadas próximas ao local de trabalho e de utensílios empregados na manutenção da equipotencialização. Observe-se que este procedimento
se inicia numa instalação desenergizada, mas termina em instalação apenas desligada , o que sugere a adoção de técnicas , equipamentos e procedimento próprio para circuitos energizados. É muito útil que aos dispositivos de aterramento temporário seja adicionada sinalização que chame a atenção dos trabalhadores de forma a que sejam garantidamente removidos, evitando esquecimento.

d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização;

Comentário
Consiste na retirada das placas e avisos de impedimento de reenergização. Esta atividade também será realizada com as medidas e técnicas adotadas para os trabalhos com circuitos energizados.

e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

Comentário
Consiste na remoção dos elementos de bloqueio, travamentos ou mesmo a re-insersão de elementos condutores que foram retirados para garantir a não religação e finalmente a reenergização do circuito ou trecho, restabelecendo a condição de funcionamento das instalações.

10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.

Comentário
É sabido que há instalações e situações particulares em que a situação desenergizada poderá ser garantida mesmo sem a adoção de uma ou outra das exigências enumeradas, ou que a aplicação das medidas seja tecnicamente inviável. Salvo em alguns poucos itens fundamentais, esta Norma na sua inspiração não buscou elaborar receitas e assim priorizar a análise de risco responsável, permitindo soluções particulares alternativas que possam manter a garantia de segurança desejada. É natural que uma alteração de procedimento como esta seja realizada por profissional legalmente habilitado e autorizado, devidamente acompanhada de documento técnico de justificativa.

10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6.

Comentário
Este item elimina o desligamento puro e simples, que poderia caracterizar um trabalho sem tensão e com esse entendimento desaparece a existência de circuitos ditos “desligados com possibilidade de energização acidental” . Fica claro que se houver possibilidade de energização acidental os trabalhos deverão ser conduzidos com técnicas de trabalho em circuitos energizados.

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